por Nina Rosa
10 de abril de 2009
A delicadeza e a bondade fazem parte de todos nós. Somos feitos de energia feminina e masculina. Todos nós. Nada a ver com sexo, estamos falando da irradiação da nossa alma, do equilíbrio. A diferença de expormos ou não nossa sensibilidade é que, se a expusermos, poderemos sofrer, mas também transformar isso em ações positivas, que anulam de certa forma o sofrimento. E se não expusermos nossa sensibilidade, correremos o risco de ficar ali sofrendo, imobilizados pelo medo de sofrer, sem realizar a nossa parte.
Quando nos importamos com os animais, é porque o sofrimento deles nos toca e tem importância para nós. Não importa a profissão ou trabalho que tenhamos fora, o que importa é nossa capacidade interna de sentir o sofrimento animal e ser sensível a ele. E de ser solidário. E de agir.
Importar-se com os animais implica responsabilidade não só de tratar bem nossos animais, ou de ajudar outros animais. Implica também responsabilidade de inteirar-se sobre o que fazemos a eles indiretamente, quase sem pensar, naquele enorme rol de escolhas, com que nos deparamos todos os dias:
- comer carnes ou embutidos, aves, peixes, caça: provoca incalculável sofrimento animal. Além do instinto e da intuição - qualidades inerentes ao animal, ele tem visão astral e seu sofrimento já começa antes, por saber que vai ser submetido a dor e morte. Provoca impacto ambiental negativo ao extremo; impacto também na humana física, emocional e espiritual.
- tomar leite: o hormônio bovino (rBST) injetado nas vacas, provoca nelas: produção além dos limites naturais, mastite, cistos nos ovários, desordens uterinas, além de que o processo leiteiro implica inseminação artificial a cada nove meses sem possibilidade de jamais amamentar suas crias e de morte ao final do processo; no humano, o hormônio bovino contido no leite significa resistência aos antibióticos, aumento de nascimento de gêmeos, aparecimento de câncer de mama, próstata etc.
- comer ovos: sofrimento animal em todas as etapas, distúrbios hormonais – meninas com menstruação precoce – colesterol, perigo para saúde humana;
- usar couro, lã, seda, marfim (ossos – chifres), peles, penas: quem gostaria de ter sua pele ou ossos arrancados para adornar outros seres?
- prestigiar rodeios, farras do boi, rinhas, circos com animais, zoológicos, caçadas, touradas, corridas de cavalos, de cães etc. ou as empresas que os patrocinam: enorme sofrimento animal, deseducação de crianças e adultos.
- comprar animais de estimação: incentiva o comércio explorador de fêmeas e a comercialização de filhotes como se fossem produtos; abandonar ou maltratar animais, omitir-se ao presenciar maus-tratos: significa apoio à violência e exemplo negativo para todos.
Como podemos educar e contribuir para a paz ambiental? Antes de tudo, sendo exemplos dela. Não existe ainda forma mais efetiva de educação do que o exemplo. Ele dispensa explicações, tentativas de convencimento, ou quaisquer técnicas. Ele também não determina quem vai ser influenciado. Pode ser alguém que você nem conheça, e que “por acaso” esteja passando por ali.
Estamos na superfície de um planeta em transição. Temos que lutar para colocar em prática os ensinamentos da nossa alma. Temos que ser guerreiros, porque há um jogo em andamento, entre a evolução e a involução, e precisamos saber com muita clareza em que time estamos jogando para cuidar de não jogarmos no time contrário ao que queremos.
Quando jogamos no time da luz, cada ponto que marcamos, mil pontos de luz se irradiam em nossa direção.
Além de indivíduos, somos todos partículas da humanidade. Cada passo de uma partícula em direção à evolução provoca um passo de todas as outras partículas da humanidade na mesma direção. Que responsabilidade é viver, hein? E a gente fica se distraindo com a televisão…
Não podemos ficar esperando que a situação terrena mude para encontrarmos a serenidade. A serenidade está dentro de nós, e é lá que vamos buscá-la, para encarar junto conosco os desafios da situação terrestre atual.
O que não é possível para a mente é totalmente possível para a alma.
Nossa mente deve estar a serviço do nosso mestre interior, que nos compreende, que não nos rejeita, que age com amor, que nos aceita como nós somos e que deve ser nossa guiança para tudo. Para tudo mesmo! Quanto mais familiarizados com nosso mestre interior estamos, mais confiança e segurança sentimos. Como acessá-lo?
Orar. Mantralizar. Em Deus. Em Paz. Na Luz.




